Esta semana na revista Sábado temos uma excelente reportagem acerca dos efeitos da Internet no nosso cérebro.
Podemos dizer que tem efeitos nefastos como nos tornar mais desatentos, prejudica a memória, altera o sono, e causa dependência. Por outro lado treina a visão e combate o envelhecimento.
ESTATÍSTICAS
- Os gadgets recebem mais vinto minutos de atenção por dia que outros aparelhos;
Em Portugal
- Metade da população tem smartphones (5 milhões);
- 87 em cada 100 jovens vão á internet diariamente;
Por causa da tecnologia há zonas do cérebro que ficam mais atrofiadas e outras que se desenvolvem mais.
Perde-se orientação e ganha-se reflexos.
MAIS REATIVOS, MENOS CONCENTRADOS
Os gadgets estão a deixar-nos mais atentos aos estímulos mas dificultam pensamentos reflexivos.
"Se estamos sempre a mudar de tarefas não temos tempo suficiente para aprofundar uma delas."
Mudar constantemente de uma atividade para a outra faz com que o córtex pré-frontal e o corpo estriado queimem glicose. Resultado: as reservas energéticas esgotam-se e o cérebro vagueia.
"Receber novas informações ativa os mecanismos de recompensa do cérebro o que faz com que seja procurada mais informação, que resulta num estado de inquietação."
"Jovens do ensino secundário que estavam ligados constantemente às redes sociais e enviavam mensagens regularmente se empenhavam menos em atividades auto-reflexivas do que os que recorriam menos à tecnologia.
Preocupavam-se mais com temas fúteis como o aspecto físico e menos questões morais (viver de forma honesta ou ajudar os outros).
O mesmo aocntece em relação às memórias: sempre que nos esforçamos para nos lembrarmos de um detalhe ou nome, reforçamos essa recordação.
"Repetir passivamente a informação (procurá-la na internet repetidamente) não cria uma memória sólida.
Zonas do cérebro afetadas pela tecnologia
SEM SENTIDO DE ORIENTAÇÃO
"O GPS deve ser usado com cuidado (...) a navegação é uma competência ou se usa ou se perde."
"A memória espacial humana é notável.
O GPS contudo pode por esta capacidade em causa. O hipocampo cerebral, zona responsável pela memória e pela navegação espacial, é mais desenvolvido nas pessoas que se deslocam sem recorrer a tecnologias, concluiram investigadores."
Os taxistas de Londres por exemplo revelaram ter mais massa cinzenta na parte posterior do hipocampo por utilizarem normalmente o seu "sentido de orientação" o que implica que tenham menos hipóteses de contrair Alzheimer.
"Os smartphones, tablets e computadores emitem uma luz azul que mimetiza a luz solar e pode atrapalhar os ciclos do sono."
VISÃO APERFEIÇOADA
Os videojogos podem tratar de casos de ambliopia (diminuição da acuidade visual, conhecida como "olho preguiçoso". Ou seja, ajuda a "treinar" a visão e permite ao cérebro processar informação em menos tempo.
"Ler ao computador envolve mais áreas no cérebro que ler de forma tradicional."
CAPACIDADE DE INTERPRETAR EMOÇÕES
As novas tecnologias também influenciam a capacidade de comunicar.
A capacidade de interpretar emoções humanas diminui quando interação face a face é mediada por dispositivos electrónicos.
"Até aos 2 anos as crianças não devem ter acesso aos gadgets."
in "Sábado", Julho 2016


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